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Rodada de negociação CEF
1) INFORMES
1.1) A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf/CUT e o Comando Nacional dos Bancários, e a Caixa Econômica Federal realizaram nesta quinta-feira, 27 de agosto, a primeira negociação específica da Campanha Nacional 2015. Foram abordados itens relacionados à saúde do trabalhador e à segurança bancária.
1.2) GDP - Os representantes dos empregados voltaram a cobrar o fim do programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), mas a Caixa não está disposta a suspender o programa e informou que pretende ampliá-lo, abrangendo todos os empregados até 2016. Para os representantes dos trabalhadores, o fim do GDP é fundamental para obter avanços nas questões relacionadas à saúde do trabalhador.
1.3) Combate as metas abusivas - Os representantes dos empregados reivindicaram que o banco concorde com o artigo 71 da minuta geral da Campanha Nacional 2015, que estabelece que os bancos deverão “garantir a participação de todos os seus trabalhadores na estipulação de metas e respectivos mecanismos de aferição, estabelecendo-se que as mesmas serão obrigatoriamente de caráter coletivo e definidas por departamentos/agências”. Os representantes do banco alegaram que as metas são determinadas por meio de um plano estratégico e definidas com base em estudos. A intenção da empresa é manter a atual política de metas.
1.4) Combate ao assédio moral e sexual - Outro ponto reforçado, no tocante à saúde do trabalhador, foi o combate ao assédio moral e sexual. Os representantes dos empregados cobraram da Caixa celeridade na apuração das denúncias. A empresa alegou que tem procurado cumprir o prazo de 45 dias estabelecido na cláusula 56 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015.
1.5) Segurança bancária - A Caixa levou para a reunião um representante da Gerência Nacional de Segurança Física (GESFI), que fez uma apresentação sobre as medidas que a empresa tem adotado na área, como compra de equipamentos, campanhas de orientação dos empregados, medidas de gerenciamento de crise, entre outras. Mas, para as representações dos trabalhadores o programa de segurança da empresa privilegia a proteção do patrimônio em detrimento da proteção dos bancários e bancárias. Foi cobrado do banco a implantação de dispositivos de segurança em todos os locais de trabalho, como biombos entre os caixas e a fila de atendimento, divisórias nos caixas eletrônicos, vidros de proteção nos guichês de caixa e penhor, elaboração de plano específico em unidades em áreas de risco, entre outras medidas. No caso dos biombos, a empresa argumentou que foi definido um modelo padrão e que as divisórias já começaram a ser instaladas. A Comissão cobrou informações sobre o quantitativo de unidades já contempladas e a previsão de prazo para conclusão da instalação em todas as agências. Outra reivindicação diz respeito à garantia de vigilantes em todas as unidades do banco. A CEE/Caixa denunciou casos de prédios que estão sem o serviço, por conta da não renovação de contratos com a prestadora de serviço. Os representantes da empresa confirmaram que a medida foi adotada para reduzir custos e que a recomendação da GESFI é de que os locais afetados adotem outras medidas como colocação de recepcionistas ou porteiros, além do controle do acesso. Para os representantes dos trabalhadores, esse posicionamento é inadmissível.
1.6) Prorrogação do ACT - A CEE/Caixa reivindicou a prorrogação do Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2015, que expira na próxima segunda-feira, 31 de agosto, até a conclusão das negociações deste ano. A Caixa se comprometeu a atender à reivindicação.
2) AVALIAÇÃO
2.1) Os sindicatos e federações que compõem a CEE/Caixa avaliam que, a exemplo do que tem ocorrido nas negociações da mesa permanente, a posição da empresa é de intransigência e de protelar soluções para os problemas denunciados pelas representações dos trabalhadores, como falta de pessoal e segurança, prática de metas abusivas, entre outros.
3) ORIENTAÇÃO
3.1) A CEE/Caixa orienta que nenhum contrato do GDP seja assinado pelos empregados. E ainda que as entidades façam reuniões nos locais de trabalho, apurem se está havendo pressão para que ocorra a assinatura do documento e realizem fóruns com os delegados sindicais para mobilizar a categoria. Só com a pressão será possível assegurar avanços na campanha nacional 2015. A Comissão lembra, ainda, a necessidade de ampliar a coleta de assinaturas do abaixo-assinado por mais contratações na Caixa.
4) PRÓXIMAS REUNIÕES
04/09
Preparatória - 9h30 - Local: Fenae
Negociação - 14h30 - Avaliação e orientação após negociação (local a definir)
10/09
Preparatória - 14h30 - Local: Fenae
11/09
Negociação - 9h30 - Avaliação e orientação após negociação (local a definir)
17/09
Preparatória - 14h30 - Local: Fenae
18/09
Negociação - 9h30 - Avaliação e orientação após a negociação (local a definir)
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