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SEEB Araranguá participou do 20º Encontro Nacional dos Bancários, nos dias 09 e 10/06, onde foi aprovada a pauta e as estratégias para a Campanha 2018.
Categoria vai lutar por aumento real, manutenção da CCT e dos empregos, em defesa dos bancos públicos.
Aumento real para os salários e demais verbas, defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos para todos os trabalhadores da categoria; manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados; dos empregos, com a proibição das demissões em massa. E garantir que nenhum bancário receba PLR menor em 2018.
Essas são algumas das principais reivindicações definidas, no domingo 10, pelos 627 delegados e delegadas eleitos em todo o Brasil, durante a 20ª Conferência Nacional da categoria.
A pauta da Campanha Nacional Unificada 2018 já foi entregue à federação dos bancos (Fenaban) na quarta-feira 13. O Comando Nacional dos Bancários levará à Fenaban um pré-acordo para garantir a manutenção de todos os direitos da CCT e dos acordos específicos até a definição das negociações deste ano.
Esta será a primeira campanha da categoria após a Reforma Trabalhista, já que em 2016 os trabalhadores garantiram um acordo de dois anos. Esse acordo é válido até 31 de agosto de 2018.
Para se defender dessa lei em vigor desde 11 de novembro de 2017, os bancários querem incluir cláusula determinando que contratos de trabalho intermitente, parcial, autônomo, terceirizado, só podem ocorrer se for acordado com o Comando Nacional dos Bancários. O mesmo em relação à contratação de banco de horas ou compensação que deverá ser feita via negociação coletiva.
Também que as homologações realizadas nos sindicatos como forma de defender que os bancários recebam tudo que lhes é devido em caso de demissão.
A pauta também garante que o acordo valha para o trabalhador hipersuficiente. De acordo com nova lei, empregados com nível superior e remuneração acima de duas vezes o teto de benefícios do INSS (que hoje corresponderia a R$ 11.291) negociariam direto com o patrão, correndo o risco de perder direitos como a PLR.
Índice - Na plenária final da Conferência, no domingo 10, os 627 delegados e delegadas, representando bancários de todo o país, aprovaram a pauta de reivindicações prevendo também reajuste da inflação mais aumento real de 5% para salários e demais verbas; e cláusula prevendo que as novas modalidades de jornada e contratações da lei trabalhista só poderão ser feitas por meio de negociação com o Comando Nacional dos Bancários.
Entre os pontos nocivos da lei estão os que preveem contratos de autônomos, terceirizados, jornada intermitente e o trabalhador hipersuficiente (empregados com nível superior e remuneração acima de duas vezes o teto de benefícios do INSS, que hoje corresponderia a R$ 11.291, poderiam estabelecer acordos direto com o patrão e não estariam garantidos pela CCT).
Ultratividade - A lei também prevê o fim do princípio da ultratividade, que garantia a validade de um acordo coletivo até a assinatura de outro. Assim, a CCT dos bancários perderia sua validade em 31 de agosto deste ano, um dia antes da data base da categoria. Para impedir mais essa ameaça, os bancários aprovaram a entrega à Fenaban de um pré-acordo que garanta a ultratividade da CCT até a assinatura de uma próxima. Assim, todos os direitos estariam resguardados até o final da negociação com os bancos.
Contribuição negocial - Não se faz a luta em defesa dos direitos, dos empregos e da categoria sem recursos financeiros para manter a estrutura de sindicatos, mobilizações, greves e outras formas de resistência. Por isso, os delegados aprovaram a inclusão na pauta de reivindicações da categoria de cláusula prevendo contribuição negocial em percentual único, sem direito à oposição e distribuída de forma solidária, com percentual para sindicatos, federações, confederações e centrais.
Banco de horas - Os bancários também aprovaram que a contratação de banco de horas seja feita somente por meio de negociação coletiva.
Eleições de candidatos comprometidos com trabalhadores - As eleições de outubro serão fundamentais para o país. Após dois anos de golpe, são as urnas que irão definir os rumos do Brasil: se retoma o caminho da democracia e do desenvolvimento, ou se aprofunda o retrocesso. Assim, os bancários vão conclamar o voto em candidatos que se comprometam com a revogação da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 (PEC da Morte) e da terceirização ilimitada. “Não podemos reeleger candidatos que aprovaram a reforma trabalhista, que votaram a favor da Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos em áreas essenciais como saúde e educação por 20 anos; que aprovaram a terceirização irrestrita e que querem aprovar a reforma da Previdência que acaba com nosso direito à aposentadoria”, destaca Ivone.
Dia Nacional de Luta - Foi aprovada ainda a participação do movimento sindical bancário no Dia Nacional de Luta, convocado por todas as centrais sindicais, em 10 de agosto.
Parcerias com entidades de defesa do consumidor - Os bancários aprovaram ainda uma parceria com entidades de defesa do consumidor, como Idec e Procon, para dialogar com a população que também é prejudicada pela ganância do setor bancário, com endividamentos e juros e taxas abusivas.
Luta conjunta com outras categorias - Outra estratégia da Campanha 2018 é a união com ouras categorias, como os trabalhadores da Petrobras e da Eltrobras, estatais fundamentais para o país que, assim como os bancos públicos, estão sendo ameaçadas de privatização.
Tecnologia - Os bancos são o setor que mais investe em tecnologia, mas essa tecnologia, ao invés de beneficiar trabalhadores, os prejudica com mais sobrecarga e demissões. O avanço da tecnologia foi debatido em mesa da Conferência e os bancários defendem que ela tem de ser adotada em benefício dos trabalhadores e também de clientes, resultando em taxas de serviços menores.
Bancos podem atender reivindicações
Ivone Silva destaca que os bancos, que lucram cada vez mais alto mesmo com a crise, podem atender às reivindicações da categoria. “Em 2017, os lucros somados do BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander chegaram a R$ 77,4 bilhões, o que representou crescimento de 33,5% em relação aos resultados de 2016. E só nos primeiros três meses deste ano, esses cinco bancos já lucraram R$ 20,6 bi, aumento de 20,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2017. Ou seja, eles não têm a menor desculpa para não valorizar seus empregados
Assembléia - A Pauta aprovada na Conferencia foi ratificada pela nossa base em assembleia realizada no último dia 11, Segunda-Feira, na sede do Sindicato.
Com Informações do SEEB SP e CRICIÚMA
Para acessar a Pauta de Reivindicações e o Pré-Acordo:
http://www.bancariosararangua.com.br/downloads
Facebook:
https://www.facebook.com/sindicatodosbancarios.deararangua.7
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