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Conquistas Garantidas

Acordo de dois anos é resultado da mobilização e luta dos bancários ao lado do Sindicato, e proporcionou manutenção de direitos mesmo diante das ameaças impostas pelo desmonte trabalhista de Temer.

 

No ano passado, os bancários fecharam acordo coletivo para dois anos. Na época do fechamento do acordo a grande maioria concordou com a negociação pra dois anos, manutenção dos direitos e reajuste de 1% acima da inflação, talvez pelo desejo de receber o abono de R$ 3.500,00, quem sabe pelo desgaste da longa greve de 31 dias ou então por perceber a baixa adesão efetiva ao movimento. Nesse ano, quando deparados com uma inflação de 1,73% e, portanto, um reajuste de 2,73%, alguns dos que se diziam favoráveis ao acordo mudaram de opinião, alegando que o acordo foi ruim pois o reajuste foi baixo.

Não podemos esquecer que todos os nossos reajustes salariais são com base na inflação e, historicamente, a média dos últimos 13 anos tivemos 1,79% de ganho real/ano. Não esqueçamos ainda que as negociações estão cada vez mais complicadas, com baixa adesão da categoria, seja pelo medo de perder cargos ou o próprio emprego, que as novas tecnologias enfraquecem ainda mais o movimento e que esse ano teríamos outro complicador:A Reforma Trabalhista. Se ano passado, depois de 31 dias nossa reposição foi 0,11% acima da inflação, oque aconteceria esse ano? Analisemos o que estão passando os Petroleiros e Correios, onde as empresas não querem fechar o acordo agora, estão postergando até a Reforma entrar em vigor, pois assim eles poderão tirar as suas conquistas de convenção coletiva, vale alimentação, plr, etc. Isso tudo poderia esta acontecendo conosco.

Nossa luta de anos nos garantiu 13ª cesta-alimentação, vale-refeição de R$ 33,50 ao dia até nas férias, licença-maternidade de seis meses, paternidade de 20 dias, abono-assiduidade e muitas outras conquistas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários. Nada disso veio porque os bancos deram, nada é benesse. Cada uma dessas conquistas é resultado da mobilização e união entre Sindicato e bancários, que garante à categoria uma das mais avançadas convenções coletivas de trabalho do país. E todos esses direitos estão valendo até 1º de setembro de 2018, data base da categoria.

Foi justamente essa organização conjunta entre Sindicato e bancários que conseguiu, em 2016, o acordo de dois anos após 31 dias de greve. Não fosse isso, a partir de 11 de novembro, muitos dos nossos direitos estariam ameaçados diante do desmonte trabalhista promovido pelo governo. Agora, temos de manter essa união para evitar mais retrocessos e defender os empregos bancários. Só a luta nos garante e juntos somos mais fortes!