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Greve cresce no seu 16º dia e atinge 13.398 agências em resposta ao silêncio dos banqueiros

 Os bancários intensificaram a greve em todo o país em resposta ao silêncio intransigente dos banqueiros, que se negam a retomar as negociações e apresentar proposta decente, que comtemple as reivindicações da categoria.  Mesmo enfrentando repressão e ameaças, neste 16º dia de greve 13.398 agências e 40 centros administrativos ficaram parados, cerca de 57% dos locais de trabalho.

“O cenário está realmente complexo e representa a instabilidade em que vivemos. A OAB interferiu na nossa greve, os bancos continuam acionando os famigerados Interditos Proibitórios para sufocar o nosso movimento e os bancários e bancárias continuaram firmes. A Fenaban continua negando uma proposta decente e os trabalhadores e a população são penalizados. Lamentável a ausência de responsabilidade social que estamos enfrentando. Só a luta te garante”, afirma Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

Principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.

PLR: 3 salários mais R.317,90.

Piso: R%}.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vale alimentação no valor de R0,00 ao mês (valor do salário mínimo).

Vale refeição no valor de R0,00 ao mês.

13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R0,00 ao mês.

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Proposta dos bancos rejeitada na mesa de negociação

Reajuste de 7% (representa perda de 2,39% para os bancários em relação à inflação de 9,62%).

Abono de R$ 3.300,00 (parcela única, não incorporado aos salários).

Piso portaria após 90 dias - R$ 1.474,05.

Piso escritório após 90 dias - R$ 2.114,43.

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.856,31 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 2.163,31, limitado a R$ 11.605,13. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.531,27.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.326,63.

Antecipação da PLR - Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.297,99, limitado a R$ 6.963,08 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.163,31.

Auxílio-refeição - R$ 31,71.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 525,96.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 422,33.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 361,30.

Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício).

Gratificação de compensador de cheques - R$ 164,12.

Requalificação profissional - R$ 1.444,18.

Auxílio-funeral - R$ 966,02.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 144.500,53.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 101,15.

 

Fonte: Contraf-CUT