Os eixos centrais da campanha são: reajuste de 14,78%, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R%}.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas e ao assédio moral, fim da terceirização. Além da defesa do emprego, das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora, ameaçados pelo governo interno de Michel Temer.
“Foi lutando que inventamos este processo de negociação inclusivo e participativo, que tem a força da unidade nacional. A Fenaban sabe que representamos verdadeiramente a nossa categoria nesta mesa. Lembramos aos banqueiros, que não fomos nós que criamos nenhuma crise. Nem iremos pagar o pato. Contamos com o respeito e com a responsabilidade dos bancos. Ao mesmo tempo esperamos a merecida valorização dos empregados com o acolhimento das nossas reivindicações”, afirma o presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, Roberto von der Osten.
O lucro dos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) no primeiro semestre de 2016 chegou a R$ 29,7 bilhões.
Além da Fenaban, também já estão agendadas as primeiras negociações com a Caixa, nesta quarta-feira (17), em Brasília, e com o Banco do Brasil, também em Brasília, no dia 23 de agosto.
Primeira negociação com a Caixa será nesta quarta-feira (17)
Primeira rodada de negociação com o Banco do Brasil acontece no dia 23 de agosto
Principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial: 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R.317,90
Piso: R%}.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R0,00 ao mês (valor do salário mínimo)
Vale refeição no valor de R0,00 ao mês
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R0,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).