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Emprego
No grupo sobre emprego, os delegados e delegadas discutiram temas como geração de vagas, manutenção de postos de trabalho e fim da rotatividade. Promoção da igualdade de oportunidade para todos e todas, com fim das discriminações na contratação, nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, LGBTS e Pessoas com Deficiência (PCDs), também teve destaque.
Segundo a coordenadora do grupo, Suzineide Rodrigues, presidenta do Sindicato de Pernambuco, a discussão mais importante para a categoria bancária hoje é emprego.
“É de extrema importância que nesta campanha, a categoria intensifique a luta em defesa do emprego. Os bancos seguem apresentando lucros exorbitantes em seus balanços referentes ao primeiro semestre deste ano, portanto é inadmissível compactuar com a onda de cortes de posto de trabalho. Vamos cobrar incisivamente a responsabilidade social e coerência dos bancos na mesa de negociação, além da ampliação da igualdade de oportunidades nos locais de trabalho. Temos que manter firme a nossa organização e mobilização para arrancarmos dos bancos propostas decentes”.
Para avançar no combate à terceirização no sistema financeiro, o grupo irá propor, na plenária geral, a criação de uma comissão bipartite, com participação dos sindicatos e dos bancos, para discutir o tema.
Saúde, Segurança e Condições de Trabalho
Os delegados e delegadas desenvolveram nesta Conferência um trabalho de atualização da minuta sobre os temas saúde e condições de trabalho. Muitos pontos, que apareciam mais de uma vez, em artigos diferentes, foram reordenados, extintos, ou tiveram a redação readequada.
"A minuta foi crescendo ao longo do tempo, tínhamos muitos itens vencidos, com mudanças de legislação, ou sem conexão com o momento atual, como o que tratava de eliminação de riscos. O objetivo foi aproximar a pauta da realidade dos bancários e bancárias", explicou Sérgio Amorim, coordenador do grupo e secretário de Formação do Sindicato dos Bancários do Rio.
A maior parte dos artigos de saúde obteve consenso no grupo, como a melhoria nos programas de retorno ao trabalho, participação dos trabalhadores e dos sindicatos nas questões de saúde, além do acesso a informações retidas pelos bancos.
O combate ao assédio moral e assédio sexual está entre as principais reivindicações, assim como a questão das metas, e de que como interferem na saúde do trabalhador. Os três temas serão retomados neste domingo (31), para votação em plenária geral.
Em relação à segurança, os bancários reforçaram a necessidade de portas giratórias nas agências, já que muitas ainda não possuem o item de segurança. A instalação de biombos nos caixas eletrônicos e o fim das guardas das chaves pelos trabalhadores também estão na minuta aprovada no grupo. O único artigo a ser deliberado pela plenária trata-se da presença de vigilantes, durante 24 horas, nas agências.
"Foi um debate muito rico, são temas muito sensíveis aos trabalhadores, diretamente ligados ao dia a dia, à vida de cada um. O grupo teve discussões acaloradas, com grande participação, como devem ser nos espaços democráticos", concluiu Sérgio Amorim.
Remuneração
Os debates sobre remuneração giraram em torno dos valores do piso, vales e da PLR que serão reivindicados aos bancos na Campanha Nacional 2016. As discussões sobre índice de reajuste salarial e remuneração variável foram encaminhadas para serem debatidas na plenária final, que acontece neste domingo (31).
Adriana Nalesso, presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e coordenadora do grupo, afirmou que “neste momento, em que vivemos sérios ataques aos direitos dos trabalhadores e com recessão econômica, é importante destacar que o setor bancário é o único que não parou de lucrar. Por isso, temos certeza que eles têm toda condição de atender às reivindicações da categoria, que são justas.”
Estratégia de Luta
O Grupo de Organização do Movimento avaliou 104 propostas enviadas por sindicatos e federações, em oito blocos de discussão dos seguintes temas: Organização, Campanha Nacional Unificada, Organização do Momento, Bandeiras de luta, Disputa da Sociedade, Sistema Financeiro Nacional e Conferência Nacional.
Segundo o coordenador Carlos Eduardo Bezerra Marques, presidente da Fetrafi-NE, o grupo fez um amplo debate em busca do consenso e definiu os temas polêmicos que serão levados à plenária final. “Ficou claro também que há muita preocupação com a conjuntura e que é preciso unidade na construção da luta dos bancários e de todos os trabalhadores”, destacou.
Programação
A 18º Conferência Nacional dos Bancários segue neste domingo (31), com a apresentação da Campanha de Mídia e com a realização da Plenária Final, quando os bancários definem a pauta de reivindicações, que será entregue aos bancos, no dia 9 de agosto.